Está na hora de você trocar de emprego?

Como facilitar o processo de transição de oportunidades (ou mudança de empregos)

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Abstract

Hoje em dia o mercado de trabalho está a cada dia mais preocupado com a lucratividade e menos preocupado com o aspecto humano dos seus colaboradores. E isso com certeza vem gerando cada dia mais insatisfação e mais dúvidas nas pessoas com relação ao papel que ocupam nas suas atuais colocações profissionais. E quando a coisa fica insuportável, como agir e o que fazer? Acompanhe abaixo algumas dicas e informações que podem ajudá-los a conseguir uma solução que atenda às suas necessidades.

Você alguma vez já se fez esta pergunta?
Acredite: Você não está sozinho!
Todo dia, milhares de pessoas se fazem esta mesma pergunta: Será que eu devo trocar de emprego? Será que eu devo procurar um outra oportunidade de trabalho num lugar diferente? Será que começando novamente, em outra empresa, as coisas serão diferentes?
Em alguns casos, mudar de emprego, de empresa ou de carreira pode realmente ser muito benéfico e fazer uma grande diferença na vida de um indivíduo. Porém em algumas situações, por mais que façamos mudanças externas, ainda será necessário “comer muita grama” até descobrir que o verdadeiro vilão não é o patrão os colegas de trabalho. Existem momentos em que NÓS MESMOS somos nossos piores inimigos, em qualquer profissão, em qualquer empresa e em qualquer lugar.
Assim sendo, como identificar quando a mudança de emprego, empresa ou carreira pode ou não fazer a diferença em nossa vida?
Falando em mudanças…
Existem momentos em que a mudança se torna essencial, ou até mesmo obrigatória.
Hoje em dia, em muitas empresas, várias situações avessas aos funcionários fazem com que seja difícil permanecer no emprego com satisfação e motivação. Coisas como assédio moral, falta de oportunidades profissionais, salários defasados e manutenção da força de trabalho pela coação e ameaças de desemprego, o que não deixa de ser uma forma de assédio moral. Em casos como este você tem duas opções: Encarar a chefia de forma respeitosa, mas firme, e EXIGIR respeito e melhores condições de trabalho (mesmo correndo o risco de ser demitido) ou simplesmente pedir, de forma irrevogável, sua demissão.
Quando eu digo “DE FORMA IRREVOGÁVEL” tem uma razão de ser: Se você pede demissão para “negociar” melhores condições, aumento ou algo do gênero, mais cedo ou mais tarde seu empregador irá perceber sua “estratégia” e ela deixará de funcionar. Dessa forma, ou você deixa muito claro que caso as coisas não mudem você irá pedir sua demissão ou simplesmente pede demissão e VAI EMBORA. Ficar jogando com a chefia para verificar até onde você é importante pode ser um jogo muito perigoso para seu emprego ou mesmo para sua carreira!
Hoje em dia, todas as pessoas tem medo do desemprego. E isso é normal. Curiosamente, quanto menos capacitação profissional tem o indivíduo, mais medo ele tem de ser mandado embora. Geralmente, aqueles que pedem demissão CONHECEM seu próprio valor como profissionais e sabem que podem conseguir melhores condições, salários ou maiores desafios profissionais (que geralmente resultam em melhores salários e condições de trabalho).
O cenário profissional mudou muito de alguns anos pra cá. Hoje em dia o mercado está cada vez mais repleto de novos trabalhadores jovens, bem capacitados e dispostos a iniciar a vida profissional ganhando menos (às vezes BEM MENOS) do que você. Isso gera sérios problemas para os empregados de algumas empresas que ficam expostos a argumentos do tipo “a fila lá fora está grande”, “emprego está difícil de arrumar”, “hoje em dia nenhuma empresa dá tantos benefícios”, entre outros argumentos baseados em medo e coação. E desta forma, a empresa vai mantendo (ou tentando manter) os funcionários quietinhos e dando graças a Deus pelo que tem, enquanto AINDA tem!
Não obstante é importante que se diga que A EMPRESA TAMBÉM TEM MEDO DE PERDER BONS FUNCIONÁRIOS. Leva tempo para educar, treinar e capacitar um novo funcionário a assumir as funções do outro que foi embora. Às vezes leva muito tempo. E tempo é dinheiro. Ou seja: Trocar de funcionário pode ser fácil, considerando a quantidade de mão de obra disponível, mas nem sempre (ou melhor, quase nunca) esta troca é 100% vantajosa para a empresa, pelo menos inicialmente. Sendo assim, muitas vezes é mais lucrativo para a empresa atender às reinvindicações de um funcionário já em plena produção a meses ou anos do que abrir mão da produtividade deste simplesmente por não querer atender a alguns pedidos que às vezes são até mesmo simples, e que nem sempre tem a ver com dinheiro ou promoções. Algumas vezes basta “incluir” o funcionário, dando a ele maior participação nas decisões e mais autonomia e responsabilidades para que ele fique feliz e se mantenha motivado e produtivo!

Seguem abaixo alguns dos principais motivos que levam (ou podem levar) um funcionário a pedir demissão:

  • Falta de reconhecimento profissional
  • Falta de autonomia na realização de tarefas
  • Chefia dura e inacessível
  • Chefia autoritária e rude
  • Assédio moral da chefia direta ou dos colegas com mais tempo de casa ou maiores atribuições 
  • Falta de novas atribuições e responsabilidades
  • Ambiente desigual ou desagregador
  • Excesso de competição injusta ou desleal
  • Falta de apoio da chefia para suas iniciativas profissionais – mesmo as que possam ser, comprovadamente, benéficas para a empresa
  • Excesso de trabalho
  • Horário extremamente inflexível ou grande carga horária
  • Falta de tempo para cuidar da família e da própria saúde
  • Atribuição de tarefas alheias à sua função frequentemente, desviando o funcionário de sua função principal
  • Falta de benefícios trabalhistas, como auxílio-alimentação, assistência médica, etc.
  • Salários incompatíveis com a natureza das funções exercidas, em comparação com o mercado ou com outros colegas (Cuidado ao se comparar com outros. O tiro pode sair pela culatra)

Basicamente, estes são os principais motivos que levam alguém a pedir demissão de um emprego. Como fica claro, os motivos são uma mistura de vários “ingrediantes” que não necessariamente tem a ver com habilidades, capacidade ou formação acadêmica. Até mesmo um profissional com MBA pode sofrer de alguns (ou vários) dos males destacados acima. Se bem que, como já foi destacado antes, a medida que o profissional se torna mais “graduado” menor a chance de que ele enfrente alguns destes problemas.

Quanto mais “alto” é o nível do profissional, mais “conceituais” são os seus problemas. Para exemplificar, enquanto o “peão” reclama de baixos salários, o Gerente reclama de falta de desafios profissionais, falta de autonomia e poder de decisão, etc. Como você pode ver, os problemas não são iguais para todos os níveis. O pessoal da “linha de montagem” reclama de necessidades mais imediatas e palpáveis, já o pessoal da “Engenharia” reclama valores intangíveis, como reconhecimento, valorização e maior autonomia.
Isso mostra que qualquer um, do Auxiliar Administrativo Jr. ao Gerente Sr., tem motivos para pedir demissão. Mas às vezes tem muita coisa em jogo, e aí pedir demissão pode ser uma decisão que envolve muitas variáveis e que pode trazer sérios problemas ao indivíduo. Será que é possível “amortecer” o impacto de uma decisão deste calibre? Será que há a possibilidade de barganhar a continuidade da relação de trabalho sem partir pro “tudo ou nada”?
Como “barganhar seu passe” …
Conforme vimos anteriormente, pedir demissão pode ser uma tarefa muito traumática e se não for bem pensada pode trazer muitos transtornos ao empregado. Porém nem sempre pedir demissão é a única saída. Várias pesquisas já mostram que muitos chefes ou superiores hierárquicos nem se dão conta de que estão cometendo alguma falha com seus funcionários, até que alguém tem a coragem de chamá-los para uma “conversa séria”. Todos, até mesmo seu chefe, tem direito a defesa. Portanto, vamos ver agora como podemos expor aos nossos chefes e superiores nossas necessidades e frustrações, e como pedir melhorias no nosso ambiente de trabalho que propiciem a manutenção da nossa permanência na empresa.
Em primeiro lugar: ANTES DE NEGOCIAR, DISTRIBUA CURRÍCULOS E FAÇA CONTATO COM SEU NETWORKING
Uma das coisas que vai fazer você ganhar muita auto-confiança e respeito próprio é saber que tem portas abertas fora da sua empresa. Nunca deixa de fazer contatos, mesmo que seja apenas para ficar antenado com as novidades do mercado de trabalho. Participe de workshops, palestras e distribua currículos. Isso pode fazer com que você conheça muita gente boa, e reforce os laços com muitas outras. Sempre é bom saber que quando a grana da rescisão e do seguro-desemprego acabar, você terá portas onde poderá bater à procura de novas oportunidades. E sempre é mais confortável negociar quando se tem uma carta na manga
NUNCA USE AMEAÇAS!
Ninguém gosta de se sentir ameaçado. Você não gosta e seu chefe também não! Quando sofremos uma ameaça, passamos por uma situação ameaçadora ou quando sequer encaramos uma pessoas com uma ATITUDE AMEAÇADORA, nosso instinto ancestral dispara em nossos cérebros toneladas de agentes químicos de “lutar ou correr”. E não precisamos que nosso chefe adote nenhuma das duas posturas num momento delicado como este, não é mesmo?
Procure conversar num dia calmo, com tranquilidade, com um tom de voz brando e respeitoso e sinais faciais e corporais que destaquem que você não é uma ameaça e não pretende confrontá-lo mas sim encontrar uma solução para um impasse comum: Você quer algo que a empresa não está te oferecendo, mas em troca você precisa mostrar à empresa como isso será benéfico para ela própria! Pode parecer politicamente incorreto, mas a empresa não quer saber dos seus problemas. Até que os SEUS problemas comecem a causar problemas para ela!

BUSQUE ALGO QUE A EMPRESA PRECISA

Se você conseguir encontrar uma carência que a empresa tenha e que você poderá suprir, esta é uma excelente forma de pedir algo em troca. Demonstre como o problema ou a carência que a empresa possui prejudica o bom andamento dos processos e causa prejuízos, atrasos ou qualquer outro resultado indesejável. Cuide para que o seu pedido seja compatível com aquilo que a empresa irá ganhar. Não adianta descobrir a solução para um problema de R$1000,00/mês se você pedir em troca um aumento de R$1000,00/mês!!! Seja esperto e razoável e a empresa certamente irá recompensá-lo. MAS NUNCA ENTREGUE O “OURO” SEM NEGOCIAR AS CONDIÇÕES. Coloque as “cartas na mesa” e peça para a empresa colocar as dela. Não deixa nada “às escuras” pois isso poderá custar muito caro no futuro!
ESTEJA SEMPRE EM CONSTANTE APRENDIZADO
Uma das coisas que as faz muita diferença para as empresas (pelo menos para muitas delas) é que o funcionário tenha constante disposição para aprender e se aperfeiçoar. Não deixe de estudar. NUNCA. Isso faz toda a diferença. Hoje em dia a internet oferece centenas de cursos online que podem dar um “upgrade” no seu currículo e diferenciá-lo do “resto” do pessoal. Educação não precisa custar muito, mas com certeza não tem preço! Não poupe esforços em manter-se atualizado. E não focalize unicamente na sua função atual. Procure ser um funcionário multi-disciplinar, capaz de realizar mais e assim com certeza você será capaz de reter sua vaga e de se tornar um profissional importante na empresa, sendo uma grande perda para a empresa abrir mão de você e dos seus talentos.

NÃO SEJA MODESTO 

Se você está em busca de valorização, nada pode ser mais desastroso do que a famosa “falsa modéstia”! APRENDA A DAR VALOR ÀS SUAS REALIZAÇÕES, por menores que possam parecer. Até mesmo aquela simples planilha no Excel pode se tornar uma poderosa ferramenta de apoio. Conheço pessoas que, depois de analisar o “modus operandi” do seu departamento, criaram planilhas em Excel ou bancos de dados no Access que acabaram se tornando ferramentas oficiais e INDISPENSÁVEIS do trabalho dos seus departamentos. Tão indispensáveis ao ponto do departamento parar quando o acesso aos arquivos foi, por algum motivo, negado. Ser modesto na hora de negociar seu emprego pode ser uma tática desastrosa!!! Exponha para seu chefe as suas colaborações para a empresa com o passar do tempo e como estas suas contribuições ajudaram a melhorar os mais diversos aspectos do seu trabalho, do trabalho dos colegas e das funções da empresa. ATENÇÃO: Busque sempre “feedback” dos seus colegas ou de todos aqueles que se beneficiaram das mudanças ou melhorias que você disponibilizou ou proporcionou. Com isso, você irá saber com precisão qual é o real valor daquilo que você tem feito. Porém, se você não consegue se lembrar de nada que tenha feito que possa fazer diferença na negociação ou não faz idéia de como aquilo que você faz ajuda sua empresa a crescer, então você está em péssima situação para negociar!!!

NUNCA ACEITE A PRIMEIRA OFERTA

Os funcionários, na sua esmagadora maioria, não conseguem sequer olhar seus superiores nos olhos.
Que dirá negociar. O seu chefe sabe disso!
Na maioria das vezes, basta oferecer R$200,00 a mais de salário (ou 10% a 20% de aumento) para a funcionário sair sorrindo de orelha a orelha da sala do chefe.
A não ser que a primeira oferta do seu chefe seja exatamente o que você está reinvindicando, ou até mais, NÃO ACEITE! Isso irá lhe dar autoridade e irá desestabilizar seriamente seu chefe, obrigando-o a pensar melhor no que te oferecer. No momento em que você disser “Não!” ele irá, automaticamente, respeitá-lo por entender que você não é igual ao resto dos “afobados” que agarram a primeira esmola que lhes é jogada! E OLHE-O NOS OLHOS DURANTE TODO O PROCESSO! Se ele sentir que você está inseguro, ou com medo, ele vai dizer algo do tipo “Ah, se o que eu estou oferecendo não serve, então eu não dou nada.” e você irá perder o poder de negociar, porque ele sabe que você está morrendo de medo, e vai querer usar isso contra você!
Muitas pessoas preferem receber melhores condições de trabalho do que simplesmente dinheiro ou benefícios. Algumas vezes, é melhor negociar sem envolver dinheiro, pois algumas das melhores possibilidades não se compram com um aumento. Por exemplo, você já ouviu falar em teletrabalho, ou trabalho em casa, ou ainda SOHOAlgumas empresas já estão negociando com seus funcionários dias de “home office” ao invés de aumentos salariais.
É uma boa proposta para a empresa, que economiza no(s) dia(s) que o funcionário está em casa e é bom para o funcionário que pode fazer seu trabalho na tranquilidade do seu lar, sem ter que enfrentar trânsito, transporte público, correria, pode almoçar em casa de maneira saudável e pode dedicar mais tempo à família, já que estará em casa. Em alguns casos, é bastante vantajoso para o funcionário trabalhar em casa pois ele pode desenvolver algumas atividades em paralelo, desde que isso não comprometa a sua produtividade na empresa.
Eu quero sair…
Se você já chegou a um ponto onde não é mais interessante para você manter seu emprego ou negociar, então não tem jeito: Peça pra sair!
Mas aí entra mais uma variável:
Você trabalhou anos e anos no local, tem um fundo de garantia bem “gordinho”, e precisa (ou irá precisar dele) e ainda tem os 40% de multa rescisória, isso sem falar no segura-desemprego, que às vezes te tira do aperto. Se você pede demissão, você perde tudo isso… “E agora: Mostro dignidade e simplesmente saio, tento fechar um acordo com meu atual empregador ou espero ele me demitir?”
Bem, existem casos e casos. Dessa forma, vou dar a minha visão sobre cada uma das possíveis escolhas.
Existem momentos em que pedir demissão é como um grito de liberdade! É como se você dissesse a sua empresa que não precisa mais dela e que prefere sair a ter que olhar mais um dia que seja para a cara do seu chefe!
Algumas vezes, pedir demissão na cara, assim mesmo na “lata” do seu chefe é uma excelente oportunidade de conseguir barganhar melhores condições de trabalho e geralmente (e também infelizmente) é nesse momento que a empresa deixa claro como você é importante para as atividades que você desempenha e como você fará falta. Pedir demissão tem um efeito devastador na cabeça da chefia, pois hoje em dia é difícil pessoas que entram no escritório do chefe e dizem: “Fulano, estou indo embora!”
Além disso, o pedido de demissão pode servir de instrumento de vingança contra uma chefia autoritária e grosseira. Caso o RH da empresa pergunte o porque da sua saída tão repentina, é uma excelente oportunidade para desmascarar aqueles chefes que são verdadeiros crápulas. E o RH agradece.
De qualquer forma, pedir demissão sempre demonstra que você está no controle da situação. É bem melhor ter uma carteira de trabalho com vários pedidos de demissão do que com várias demissões sem justa causa. Para o seus futuros possíveis empregadores, a impressão transmitida em ambos os casos é completamente diferente: No primeiro caso, a mensagem transmitida é clara: EU CONTROLO O DESTINO DA MINHA CARREIRA. No segundo caso, a mensagem também é clara: EU NÃO CONSIGO ME AJUSTAR EM NENHUMA EMPRESA!
Mesmo assim, como vocês devem saber, ao pedir demissão, você deixará de receber uma grande parte da sua rescisão e não poderá sacar seu fundo de garantia nem receberá seguro-desemprego. Sendo assim, caso a sua chefia não seja exatamente o motivo da sua demissão, você poderá optar por um caminho intermediário…
FAZER ACORDO DEMISSIONAL
Este é o meio termo. Caso as suas necessidades não estejam sendo satisfeitas, vcê pode pedir pra ser mandando embora. Esta é uma opção cada vez mais comum entre os profissionais das mais diversas áreas. Com esta opção a empresa o beneficia pela última vez, dando-lhe acesso ao fundo de garantia (que às vezes vale o sacrifício de ter que pedir “arrego” à chefia) e ao seguro-desemprego também. Mas lembre-se: Sua empresa pode (é direito dela) se negar à demití-lo, mesmo por acordo. Assim como você pode blefar, ela também pode se negar a atender suas reinvindicações e dizer que, caso você esteja insatisfeito, que se demita. É claro que a empresa espera que você não se demita, mas é claro que ela irá forçar a situação para que você faça isso, não porque se queira realmente que você o faça, mas simplesmente para testar até onde suas solicitações eram importantes para você.  É um jogo!

Sendo assim, é importante que você “facilite” as coisas para que a empresa possa abrir mão de você. Aqui vão algumas dicas:

  • Não sonegue informação. Deixe todos saberem como você faz o seu trabalho. Ensine a qualquer um como realizar suas tarefas.
  • SIMPLIFIQUE suas rotinas. Torne-se duplicável.
  • Procure, na medida do possível, evitar o acúmulo de novas responsabilidades e tente delegar o máximo possível delas para outros colegas
  • Tire férias: Isso irá mostrar ao seu empregador que a empresa funciona bem sem você 
  • Tenha certeza que, no final do seu dia, todo o seu trabalho estará concluído. E mantenha este ritmo todos os dias
  • Deixe seus colegas de trabalho mais próximos cientes das suas atividades.
  • Treine alguém (de preferência um funcionário mais jovem ou recém chegado na empresa) para assumir suas funções, mas não o alerte sobre isso. Faça isso “em silêncio”

Com estas dicas simples você tornará muito mais fácil para a empresa a decisão de dispensá-lo. Sabendo que suas funções e atribuições podem ser assumidas por outra pessoa imediatamente é simplesmente uma decisão política fazer ou não o acordo com você. E assim você já entra no “jogo” com algumas boas “cartas na manga”. Mas e se a empresa simplesmente não quiser mesmo ajudá-lo. Existem empresas que tem como política padrão não fazer acordos. Nestes casos, como é possível “demitir-se sem pedir demissão”? Simples: Provoque a sua demissão! 

PROVOCAR SUA DEMISSÃO
Agora nós estamos entrando numa área perigosa do nosso artigo. Não sou favorável a atitudes anti-éticas e desleais, mas sou ainda menos favorável à escravidão trabalhista e abusos de poder por parte de algumas empresas e chefias. Sendo assim, em alguns momentos, o texto abaixo pode parecer anti-ético mas na verdade é apenas uma pequena compilação de truques LEGAIS para que o seu empregador não tenha outra opção a não ser dispensá-lo. MAS CUIDADO: As vezes a diferença entre o remédio e o veneno é uma simples questão de dose!!! Não exagere, ou você pode conseguir ser demitido, POR JUSTA CAUSA!

Seguem abaixo algumas dicas que irão tornar quase impossível sua permanência na empresa:

  • Seu chefe liga para você no seu celular? DESLIGUE-O OU NÃO ATENDA MAIS QUANDO FOR DA EMPRESA! Caso você não saiba é um direito seu não atendê-lo e a lei lhe dá amparo. Se ele perguntar diga com firmeza e olhando-o no olho: Sr. “Fulano” não me leve a mal, mas o telefone é meu, particular, e eu tenho o direito de atender – ou deixar de atender – quem eu quiser. Caso o Sr. queira falar comigo no celular, peça para que a empresa providencie uma linha corporativa, que certamente será atendida dentro do meu horário de trabalho.” Isso vai deixar seu chefe furioso, mas ele vai ter que engolir, porque a lei te dá este direito! Mas isso não quer dizer que ele não vai ficar esperando uma hora pra se vingar…
  • Deixe cópias do seu currículo sobre a mesa de vez em quando. Isso irá provocar perguntas, que NÃO DEVEM SER RESPONDIDAS! Se alguém soltar um “Ué… Está fazendo currículo???” Responda simplesmente: “Pois é, né… Não podemos nos deixar engessar… Temos que estar sempre em busca de oportunidades…” Isso certamente vai cair no ouvido do seu chefe!
  • Se seu chefe for do tipo que grita e gosta de humilhar os funcionários, imprima artigos sobre assédio moral (como este, este e este outro aqui) e deixe sobre sua mesa, com uma cópia da CLT e um cartão (ou mais de um) de um escritório de advocacia trabalhista ou de algum advogado trabalhista. Isso é devastador!!! Com certeza, assim que seu chefe ver este material as coisas vão tomar outro rumo! OBS: Distribua cópias para os funcionários da empresa. Esta é a gota d’água!!!
  • Se a empresa tiver um departamento de RH, pergunte “como quem não quer nada” como a empresa lida com casos de assédio moral e que tipo de ação deve tomar o funcionário que estiver se sentindo vítima de assédio moral por parte da chefia. Se alguém perguntar porque, a resposta padrão é “só quero saber como a empresa vê este tipo de situação e como ela prevê proteção às vítimas deste tipo de crime. Só isso!” Qualquer coisa além disso pode lhe prejudicar muitíssimo!!! Assim que isso bater no ouvido do seu chefe, seu destino estará traçado 
  • Deixe um colega fofoqueiro e desleal saber que você pensa em pedir demissão. Isso funciona muito bem caso seu chefe tenha inteligência emocional zero! Ele vai levar pro lado pessoal e vai querer, ele mesmo, demití-lo. Afinal, ele tem a necessidade de se sentir “no controle” da situação.
  • Comece a discordar de forma dura, MAS RESPEITOSA, da forma como as coisas são feitas. Torne-se um questionador. Pergunte sempre. Torne a expressão “Por que?” parte do seu vocabulário diário. Caso seu empregador resolva gritar ou tomar qualquer atitude grosseira, faça o seguinte discurso na frente dos colegas: “Olha, Sr. Fulano, minha intenção aqui é obter o máximo possível de informações para fazer meu trabalho de forma digna e eficiente. Não tenho a intenção de questionar seus métodos ou motivos. Quero apenas ter a visão mais ampla possível para evitar erros estúpidos oriundos da falta de informações. Será que o Sr. poderia colaborar e me dizer PORQUE quer… ” Se este discurso for bem feito, na hora certa e na frente das pessoas certas, sua demissão será no mesmo dia!
  • Falte ao trabalho e vá passear com seus filhos ou sua esposa. Não dê satisfações e desligue o telefone. É um direito seu faltar, mas não abuse deste recurso! E saiba que será descontado. Se seu chefe lhe perguntar porque você faltou, diga que foi resolver problemas particulares e não diga mais nada. Essa técnica funciona muito bem com aquela dos currículos sobre a mesa. Porém lembre-se de sempre agir respeitosamente, mas não de forma submissa. Respeito é uma coisa. Medo é outra!
  • Comece a produzir o mínimo necessário para justificar o pagamento do seu salário. Pare de correr! Se você era um cara que resolvia 10 problemas ao mesmo tempo, passe a serializar os problemas. Dependendo do seu histórico, se você era muito “vibrador”, essa queda na velocidade das soluções será notada rapidamente.
  • Comece a dizer “NÃO” com mais frequência. Qualquer coisa que for pedida que estiver além das suas atribuições formais de trabalho deverá ser respondida com um breve e seco “NÃO”. Sem explicações e sem arrependimentos.
Com estas atitudes, certamente duas coisas podem acontecer. A primeira, e NESTE CASO esperada, é que você seja demitido. A segunda, que dependendo da situação não é de todo ruim, é que você seja chamado para conversar sobre suas atitudes e aí pode ser uma oportunidade, caso você queira, de fazer “bons negócios” tendo em vista que se a empresa se deu ao trabalho de te chamar pra conversar é que você deve ter algum valor além de simples mão de obra. Não deixe esta chance passar. Se isso acontecer, tenha de antemão uma lista de reinvindicações pronta à mão e não economize nas exigências. Coloque na lista alguma “gordura” para negociar com uma boa margem de “lucro”. Por exemplo, digamos que você quer maior autonomia, acesso à internet sem restrições e monitoramento e alguns cursos para melhor desempenhar seu papel gerencial, o que é um excelente investimento para a empresa, afinal você está pedindo – em último caso – que ela invista nela própria. 
Vamos montar uma lista de pedidos: 
  • Computador novo
  • Redução do horário de trabalho em 2 horas por dia
  • * Acesso irrestrito à internet
  • * Cursos (online ou não) de gerencia ou liderança
  • * Maior autonomia para tomar decisões em nome da empresa
  • Participar de todas as reuniões que digam respeito à sua área de responsabilidade
Como vocês puderam perceber, apenas os itens iniciados com asterisco são o que você REALMENTE quer. Os outros itens são “gordura”: Se você conseguir, ótimo. Caso contrário, nenhum problema, pois não era isso mesmo que você estava buscando e os itens só estavam na lista para servir de moeda para negociação. O mais importante de tudo é que você precisa saber COMO NEGOCIAR, mas isso é assunto para um outro artigo. Só tenha em mente o seguinte: A empresa só liga para o que é importante PARA ELA mesmo que isso beneficie você. Dessa forma, cada um dos itens da lista acima deve ser apresentado como uma vantagem para a empresa, não para você mesmo. Pelo menos não diretamente.
Ok, mas minha dúvida permanece: Devo sair da empresa?
Uma coisa é certa: Não adianta querer mudar a empresa. É mais fácil e mais sábio mudar DE empresa!
Mesmo assim, tenha em mente que mudar de empresa pode ser ótimo, e também pode ser péssimo!
Algumas vezes, pequenos “arranhões” no dia-a-dia nos fazem achar que nossa empresa já não é tão boa, quando na verdade a EMPRESA é ótima, e o que falta é apenas um pouco de sinceridade e de conversa franca com sua chefia.

Eu conheço casos em que funcionários estavam prestes a pedir demissão por causa de vários episódios seguidos de assédio moral. Quando o empregado foi conversar com o chefe sobre o assunto, o chefe ficou extremamente constrangido, pois para ele, aquilo era normal!!! Na cabeça dele, era tudo brincadeira! Os apelidos, as sacaneadas, os “esculachos”, as ligações em horas impróprias para o celular do funcionário perguntando onde fica o atalho do Internet Explorer… Tudo! Quando o empregado foi ter uma conversa séria, SOMENTE ENTÃO o chefe entendeu que o comportamento dele era encarado por alguns como abusivo, E MUDOU COMPLETAMENTE!

Às vezes (muitas vezes) conversar de maneira séria com a chefia resolve um caminhão de problemas! Dê às pessoas o benefício da dúvida. Lembre-se de que provavelmente você, alguma vez na sua vida, já deve ter sido taxado por alguém de algo que você não é, simplesmente porque a pessoa não teve tempo para conversar com você e conhecê-lo melhor, não é mesmo? Da mesma forma, dê ao seu chefe e a sua empresa o benefício da dúvida. Antes de julgar ou ir direto ao RH com sua carta de dispensa na mão, tente o bom e velho diálogo. Às vezes, isso é o suficiente para mudar totalmente, e para melhor, sua vida dentro da sua empresa atual!
Porém, se você já conversou com seu chefe, já tentou acordos, já pediu de maneira adequada para ser respeitado, e mesmo assim as coisas não estão bem, é porque realmente está na hora de tomar uma decisão. Mas antes de qualquer coisa, não esqueça: NÃO ENTREGUE O SEU RESPEITO!
Um abraço a todos vocês.
Este artigo também pode ser encontrado nos meus documentos compartilhados e no meu blog Universidade do Sucesso 

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